Bayer e mais uma condenação pela produção e comerrcialização de Round Up / Glifosato
A Suprema Corte dos EUA rejeitou pedido da Bayer para encerrar um processo sobre a conexão entre um de seus produtos mais vendidos - o Round Up - e o câncer. Uma das mais importantes alegações da Bayer foi a mera liberação do produto pela EPA, a famosa e poderosa agência de proteção ambiental dos EUA.
A notícia, em português, pode ser lida aqui. Na decisão, foi mantida a condenação da empresa ao pagamento de US$ 87 milhões a um casal californiano que usou o produto durante décadas, tendo ambos sidos diagnosticados com linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer do sistema linfático.
Nada de pedidos de vista ou decisões monocráticas ou plenários virtuais ou audiências públicas (que não fazem parte do papel de uma corte constitucional). A sentença já havia sido dada na instância inferior e ponto final.
A Bayer alegou que a EPA já havia decidido que o glifosato não é cancerígeno, mas a Suprema Corte dos EUA não se perdeu no debate do que é ou não "científico". Apenas considerou que a empresa deveria alertar os usuários sobre os questionamentos em torno do assunto. Um belo exemplo!
A decisão abre as portas para alguns milhares de casos semelhante ainda em fase de tramitação na Justiça dos EUA. Em seus relatório anual - publicado em março - a Bayer informou que já havia chegado a acordos em 107 mil dos 138 mil processo similares, o que não deixa de ser um reeonhecimento de culpa.
Em maior de 2022, a Monsanto já havia fechado acordos em cerca de 100.000 casos, pagando algo em torno de US$ 11 bilhões em indenizações. Ainda haviam cerca de 26.000 casos em processo de julgamento e novos processos continuavam a sesr ajuizados a praticamente cada dia.
Em junho de 2018, a Bayer anunciou a compra da Monsanto, que continuou como responsável pelos processos já em ajuizados.
Pelo menos desde 2015 muitos países têm restringido ou banido a comercialização de produtos contendo glifosato - componente do Round Up -, como se pode ver aqui. Nesse artigo, afirma-se que após o vazamento dos Monsanto Papers, ficou evidente que a EPA é uma agência "capturada", isto é, controlada por interesses privados, em detrimento do interesse público.
Como não poderia deixar de ser, não há menção a esse tema na área de ESG da página da Bayer
Comentários
Postar um comentário